domingo, 17 de fevereiro de 2013

ENTREVISTA: ATACKE NUCLEAR




A banda Atacke Nuclear é de Três Corações/MG e levanta a bandeira do Trash Metal/Crossover sul mineiro com muita atitude, glória e resistência, como eles mesmos definem !! 
Prestigie a entrevista realizada com Iuri Gregori, guitarrista do Atacke Nuclear !!

É uma honra entrevistar uma das bandas mais “resistentes” do underground sul mineiro, o ATACKE NUCLEAR !!
Iuri, você pode nos contar como e quando o ATACKE NUCLEAR se formou ??
R: O atacke se formou em dezembro de 2005 com á proposta de executar  um thrash metal/crossover sem perdão, de muita honra e resistência em português...

E como era o cenário underground neste período ?
R: nesse período o cenário aqui já estava á beira do tumulo, graças ao Atacke Nuclear hoje podemos ver novas bandas se formando por aqui,a  juventude se informando etc..

Quais são as principais influencias da banda ?
R: Nuclear Assault,DRI,Excel,Sepultura,Metallica,Taurus,Metralion etc...nata de 80...

Sei que o ATACKE NUCLEAR tem um posicionamento anti-fascista e libertário... Vocês tem alguma participação em movimentos populares ?
R: Diretamente por aqui não, lutamos mais sozinhos através de nossas músicas, ganhando terrenos através da propagação do áudio...

Pelas letras da banda, nota-se um conteúdo de protestos sociais... vocês tem o costume de ler algum intelectual específico ??
R: Nossa letras são baseadas no dia-dia urbano ...

Vocês possuem algum posicionamento político ??
R: NÃO...

É notório o crossover de heavy metal, thrash metal e hardcore na sonoridade do ATACKE NUCLEAR... Vocês sofreram algum tipo de preconceito por parte de fãs mais radicais ?
R: não, como o D.R.I. fez,conseguimos colocar nosso respeito até perante os radicais...

Tiveram alguma dificuldade pela banda tocar crossover ?Qual a atitude que tomaram para manter-se fiéis ao estilo ??
R: honra e atitude e glória...

Para terminar, quais os planos futuros da banda ??
R: Estamos começando á compor nosso 3° disco que virá mais poderoso e árduo...

Iuri, obrigado pela entrevista... Deixe uma mensagem para os leitores do DECIBÉIS ALTERNATIVOS...
 R: Aos leitores deixo nosso grande abraço, e saibam que o atacke nuclear está com os reais da old school até á morte. MOSH OR DIE...

RAIO X DA BANDA:
Sergio Morais - Vocalista
Iuri Gregori - Guitarrista/Backing Vocal
Luiz Otávio - Baixista/Backing Vocal
Eduardo Lemos - Baterista

Discos: 
Massacre Infernal
Caos Mundial



domingo, 20 de janeiro de 2013

3° WORLD TRASH EM PASSOS- MG

O mês de janeiro começa com pogo e slam dancing em Passos-MG com o festival  3°WORLD TRASH !!! Idealizado por Rafael Carvalho e Thainá Reis, o encontro de bandas será no dia 26 e contará com a presença de Mad Sneakers, All Random, Securitate, Pesadelo Brasileiro, BLAA, Radiação, Cabeças Voadoras, Ilussions Corporations, D`Funtos e Dom Ramons... 
O ingresso custa R$ 12,00 mais um brinquedo usado que será doado para a APAE de Passos... Caso você não leve o brinquedo, o ingresso será R$ 15,00. Mais uma prova de atitude e de que o movimento punk se mobiliza por várias causas humanitárias !!
Para completar, quem for ao evento vai concorrer a uma Tattoagem da Sta. Raiva Tatooaria. Também será o lançamento do fanzine "Desenterrandoo Punk MG" que contará com entrevista com o editor do DECIBÉIS ALTERNATIVOS BLOG.
Em breve, publicarei aqui  o "diario de bordo" do 3° WORLD TRASH com resenha sobre os shows, escrito pelo Rafael e pela Thainá, organizadores do evento.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ode à Música Rápida



Há algo na música rápida que altera minhas emoções... mas será que saberei explicar ?? O poeta Fernando Pessoa disse certa vez que é necessário esperar passar o tempo da emoção para escrever o poema... Já passam vinte anos que eu escuto (e que compus) a música rápida, sendo assim creio que está na hora de homenageá-la.
A aceleração das moléculas de meu corpo quando escuto os três acordes não explicariam com certeza científica o que a musica rápida faz comigo... Meu pensamento se torna mais aguçado, minha vontade de mudar a vida ao meu redor se torna mais latente, meus passos ficam bem mais firmes... Isso me lembra a frase de Bakunin que “a liberdade do outro estende a minha ao infinito”, pois então, as possibilidades da música me libertam, qualquer que seja a música, porém que seja rápida !!!
Estou falando do hardcore/punk... Três acordes ultra-acelerados que cadenciam a voz que entoa uma canção de batalha ao molde dos velhos “cancioneros anarquistas” da guerra civil espanhola, mas aludindo à vários temas... Estas canções levam em sí um sentimento de encorajar a revolução nossa de cada dia, de uma comunidade que se faça pelos próprios interessados, e que ressoe como um trovão na noite...
A eloqüência da música rápida reside em suas nuances... Posso chamar de catarse, posso chamar de transpiração, posso chamar de inspiração... Há algo de maravilhoso e belo neste tipo de canção, derivando da cacofonia às melodias que são extraídas dos refrões fortes e concisos do hardcore... E não apenas minha massa corpórea, sanguínea e/ou cerebral se movimenta com suas vibrações sonoras, mas também meu coração e minha alma, transbordando em uma significação espiritual... tornando-se a elegia para aquilo que chamamos de revolução cultural...
Revolucionai-vos, então!!!!


domingo, 5 de agosto de 2012

PUNK: FATOR OU FACÇÃO ?

A idéia para este texto já me acompanha há muitos anos, praticamente desde que eu conheci o movimento punk enquanto expressão política e artistica de ideias e sentimentos. Sempre questionei a atuação de certos grupos que utilizam da violência indiscriminada e da arruaça e deste modo se assimilam mais no modelo fascistóide que pretensamente criticam do que qualquer outra coisa acreditando fielmente que esta atitude destrutiva é ”punk”. Para começar, a palavra punk não é apenas um substântivo da lingua inglesa que denominado como um vagabundo, sujeito tosco, e por ai vai, pois a palavra “punk” também nomeia uma maneira de pensar e de agir diante uma sociedade.
Meu objetivo principal é um questionamento ético: Punk é um fator ou é uma facção ? Quais as delimitações e as críticas e auto-críticas que podem ser pensadas e realizadas dentro do movimento ? E mais importante... isso é possivel ?
Se pensarmos do modo pessoal, creio que sim. Se pensarmos ainda que o punk é uma posicionamento do indivíduo, mais ainda, pois cabe ao sujeito ser responsável por sua própria realidade. Ou seja, o lema está mais para “Há futuro: Em nossas mãos está nosso destino” da extinta banda anarco-punk Execradores do que o “Não há futuro”, lema dos ingleses dos Sex Pistols. Duas maneiras de ver e conceber as realidades humanas. Cada qual com seu percalço histórico. Não estamos perdidos no supermercado tal qual como Mick Jones canta na música do The Clash que

“Eu estou perdido no supermercado,
Vim aqui pela oferta principal
Personalidade garantida”

Mas tem hora que tem que se escolher. Esteja na prateleira ou não.
Daí que começa essa indagação filosófica de como pensar o movimento punk dentro deste contexto de mão dupla, por onde perpassa uma visão negativa e uma visão positiva deste segmento cultural e musical. E o movimento é muito visado por seu lado negativista.
No que tange a grande mídia, o punk sempre estará no noticiário policial cometendo algum crime ou baderna, a não ser que uma das bandas apadrinhadas por grandes gravadoras lance um disco ou coletânea. Por ser um movimento muito crítico e contrário a sociedade capitalista de consumo, logicamente que os meios de comunicação do sistema não vão falar bem deste ideal de vida. Mas, e quem se importa ? Se os velhos anarquistas do século XIX se preocupassem com o que diziam deles não teriam herdado a terra, de modo bem tímido, se posso dizer assim. Mas isso não quer dizer que deve-se dar munição ao sistema para ser criticado, não é ?
Por um lado, o movimento punk pode ser pensado como um bando de doidos que levam na cabeça o lema radical do “procure e destrua” e sair as ruas querendo destruir tudo à sua frente, sem contar no fator ganguista que acometeu por bom tempo o movimento, sendo apenas uma facção contrária à tudo o que veio do passado recente da cultura moderna ocidental, sejam hippies e rockers mais velhos, além da desesperança que estava atrelada à este raciocínio brigão.
Por outro lado, o punk pode ser um elemento transformador de consciências e atitudes, catalizador de uma energia básica e revolucionária por um desejo de mudança da ordem social estabelecida, um fator de esperança e de realização de algo extraordinário...
Talvez o que dê significação à estas questões seja a escolha, baseada na procura existencial de cada pessoa envolvida com este movimento. O que pode ser um desejo mortífero pode dar lugar à um desejo vital de mudança. Nas palavras de Marky Perry, editor do primeiro fanzine punk inglês chamado Snnifing Glue: (...)É verdade que o punk destruirá, mas não de modo irracional. O que o punk destruir será reconstruido com honestidade.”
Esta destruição não necessita ser física. E eu fico com esta opção...






domingo, 29 de julho de 2012

CÂMBIO NEGRO HC - DOWNLOAD FREE – CD [2 LP´S + 5 BÔNUS INÉDITAS].

A banda Câmbio Negro HC disponibilizou na internet seus discos "Terror nas Ruas" e "O Espelho dos Deuses" para download. Formada em Recife no ano de 1983, o Câmbio Negro HC é um simbolo de resistência da música alternativa, pois nunca deixou seus ideais de lado e sempre batalhou no underground. Em breve abanda será entrevistada para o DECIBÉIS ALTERNATIVOS. Aguarde!!!!
Link Para Download dos Discos:

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Maldita Minoria - "E quem disse que eu Morri ???" -Resenha

Imagine uma banda que foi formada no dia 12 de maio de 2012 e gravou seu primeiro cd no dia 29 de maio deste mesmo ano... Qual o motivo de tanta pressa ?? Será por isso que a duração do cd é de 9 minutos e 20 segundos ?? Ou será por que o Maldita Minoria é uma das bandas mais aclamadas e com o albúm mais esperado dos ultimos tempos, e por isso tiveram a necessidade de gravar este cd tal qual a velocidade do "katrina" ?? Eu fico com a segunda opção... "E quem disse que eu Morri ???" é o nome desse petardo sonoro !! E que petardo... faz tempo que não escuto um cd de hardcore tão rápido e preciso, seja na duração das músicas ou nos temas abordados pelas letras instigantes que são berradas por Nenê Altro, guitarradas por Diego Rocha, marteladas no baixo de Fernando Santoz e arrrebentadas pela bateria de Nino Tenório !! 10 músicas em menos de 10 minutos, com a destreza de quem está no meio da cena hardcore há mais de 20 anos...A primeira música do cd dá nome à banda e é um libelo de uma geração que não se contenta com os males da sociedade capitalista, preferindo ficar à margem do sistema e resistindo com os meios da cultura alternativa... eu me arrisco à dizer que essa é a "punks not dead" deste disco !!! 34 segundos de massa musical bruta e catástrófica... A crítica do Maldita Minoria não fica apenas contra o capitalismo e seus asseclas. As músicas "Menos Punk","Burro Pior", "Marginal de Merda" e "Não, Eu Não quero Tocar No Seu Festival fodão Nem Fazer Parte de Sua elite Idiota" remetem ao radicalismo imberbe e inodoro do movimento alternativopunkanarcopequenoburgês que assola a cena atual. Letras de sensibilidade poético-punk bem ao estilo de jello Biafra, que nos anos 80 escreveu "Nazi Punks Fuck Off" e tem tema bem semelhante à "Marginal de Merda". A crítica contra a religião, clássica no meio punk e ainda alinhada ao discurso de Piotr Kropotkin está presente em "777 Picas No seu Cú" enquanto as canções anti-consumo "Consuma até Morrer" e "Zumbis Produzem, Zumbis Trabalham" seguem fiéis à cartilha anarquista com backing vocals de Nicolle Terrorzinho, esposa de Nenê, na primeira. Ainda em folêgo incrível, "Some da Minha Vida" tem uma pegada de Punk Inglês, tanto no tema quanto na sonoridade Varukeriana(se é que posso dizer desta forma...) e a "Agora Mais Do Que Nunca, Tosco Till Death" leva à cabo a capa belíssima deste trabalho, ou seja, fiel às raízes até o fim, e sem ser radical sem causa... A sonoridade do Maldita Minoria evoca os bons e velhos tempos do hardcore rápido e sem firulas dos anos 80. Ouço ecos de D.R.I., Ratos de Porão da fase "Descanse em Paz", Lobotomia, Nuclear Assault, S.O.D. e por aí vai... Mas falar destas bandas é pouco pra relatar a experiência de ouvir o cd do maldita Minoria, que tem sua sonoridade própria, rasgada e barulhenta !! Recomendo !! Escute sem moderação !!! PS. Ser você ouvir "E quem disse que eu Morri ???" no ultimo volume vai ter uma bela discussão com os vizinhos, pode ter certeza !!!! PS 2.Para comprar o cd, escreva pra esposa do Nenê, Nicolle Terrorzinho e garanta já seu petardo !! São R$ 15,00 junto com correio, e se voce for rápido no gatilho, ainda fatura um número do PEST ZINE do Nenê um esclusivo Botton da Banda. O e mail de contato é terrorzinho.wordpress@gmail.com

domingo, 17 de junho de 2012

MALDITA MINORIA


Maldita Minoria é o mais novo petardo do Hardcore/punk nacional !! Seus integrantes vieram de bandas como Personal Choice, MACE E Jello Viagra e fazem um Hardcore pesado e barulhento como todo bom som deve ser. Nenê altro, vocalista da banda está divulgando o cd da banda que já esta na fábrica, sendo nesta primeira leva 200 cópias. Portanto, se voce quiser reservar o seu, escreva pra esposa do Nenê, Nicolle, e garanta já seu petardo !! São R$ 15,00 junto com correio, e se voce for rápido no gatilho, ainda fatura um número do PEST ZINE do Nenê um esclusivo Botton da Banda. O e mail de contato é terrorzinho.wordpress@gmail.com Confira neste vídeo a barulheira do Maldita Minoria !!!!