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domingo, 15 de abril de 2012

True Spirit Records !!

O selo True Spirit é de propriedade de meu amigo Paulo Sujão, camarada da cena hardcore straight edge que esta divulgando bandas da America do Sul como Nada Queda e It´s Now e da Inglaterra como Currahee. Para o ano de 2012, Paulo está preparando mais surpresas... aguardem !!



domingo, 3 de julho de 2011

LETRA E MÚSICA :Better Than A Thousand - We Must Believe



Ray Cappo e Granhan Land apresentam o clip de "we must believe"!!

Look at his hair, look at his clothes
Jump to conclusions, but we'll never know
Look at his past, look at his skin
Never knowing the person, but still we condemn
Everyone says "This guy's going nowhere"
Do you think these words will help him grow?
What is the cost to encourage another?
Human potential-we'll never know

We must believe-no one has to be a slave to destiny
We must believe-in everyone's potentiality
We must believe-yes, I believe in your ability

Look at his paycheck, look at his home
Study externals, but still he's unknown
Look at his social circle of friends
Base your opinions on how much he spends
I won't condemn a person for what they were
Or what they are today
We must see each soul as greater
As a sculptor sees a lump of clay

We must believe-no one has to be a slave to destiny
We must believe-in everyone's potentiality
We must believe-yes, I believe in your ability

Yes I believe!

Caught in a crowd of people that think the joy of life
Is to sit around and criticize
And laugh and carryon like nothing's wrong
But nothing's right
Caught in a crowd of people, and it's strangling me
Of a better judgement, because I whole-heartedly believe
That people can change
Change

tradução:


Olhe este cabelo, olhe estas roupas
Ir para conclusões precipitadas, assim nós nunca saberemos
Olhe para seu passado, olhe para sua pele Nunca conhecer a pessoa, mas ainda sendo condenado
Todo muno diz "Esse cara é indo a lugar nenhum"
Você acha que estas palavras irão ajudá-lo a crescer?
Qual é o custo para encorajar o outro?
Potencial humano: nós nunca sabemos

TEMOS QUE ACREDITAR, ninguém tem que ser um escravo do destino
TEMOS QUE ACREDITAR no potencial de todos
TEMOS QUE ACREDITAR-sim, eu acredito na sua capacidade

Olhe para seu salário, olhe para sua casa
Voce tem estudo, mas ele ainda é desconhecido
Olhe para o seu círculo social de amigos
Base de dados de suas opiniões sobre o quanto ele gasta
Eu não vou condenar uma pessoa por aquilo que foram
Ou o que são hoje
Devemos ver cada alma como uma maior
Como um escultor vê um pedaço de barro

TEMOS QUE ACREDITAR, ninguém tem que ser um escravo do destino
TEMOS QUE ACREDITAR no potencial de todos
TEMOS QUE ACREDITAR-sim, eu acredito na sua capacidade

SIM EU ACREDITO!

Pego em uma multidão de pessoas que pensam a alegria da vida
É sentar e criticar
E rir e continuar como se nada estivesse errado
Mas nada é certo
Pego em uma multidão de pessoas, e me sinto estrangulando
Mas busco um melhor juízo, porque eu acredito de todo o coração
Que as pessoas podem mudar

MUDAR!!!!

sábado, 25 de junho de 2011

QUEM PRECISA DE ROCKSTARS ?????




Primeiramente, gostaria de esclarecer que este texto dará nome aos bois, como poderia de se esperar do título, bem ao modo de um texto com influências punks ou alternativas. Busco aqui, também fazer uma reflexão do tema, e apontar alguns de meus pensamentos sobre este instigante assunto.
O rock and roll sempre foi ligado à grande indústria... Seja ela fonográfica ou cinematográfica, as origens mercadológicas deste estilo musical sempre corroboraram pela mercantilização de uma rebeldia vendável, que fosse atribuída ao sistema de modo cômodo. É claro que o rock and roll surge nos anos 50 do século vinte como um filho mestiço do blues negro e do country branco norte americano, o que por si só já daria uma tese sobre o tema, pois como seria possível conciliar dois gêneros distintos da terra do “bravos colonizadores” de tio Sam ?? Somente a libido e a necessidade evolutiva da boa musica podem explicar, em uma genealogia que considero extraordinária.
O fato de estar ligado à indústria não quer dizer que a rebeldia seja estéril ou sem sentido... Elvis Presley era um aríete no palco, e deu trabalho em suas performances, mas acabou por ficar á mercê se sua lenda e de sues filmes. Os Beatles começaram ingênuos e terminaram por declarar, na figura mítica de John Winston Lennon, que o sonho tinha acabado. E os Rolling Stones... bom, os Rolling Stones não estavam nem aí com nada, a não ser que ganhassem dinheiro. E mulheres. E outras coisas mais. E pronto. Em poucas linhas acabam cinqüenta anos de história de um estilo que fez barulho ?? Creio que não....
Mesmo que o rock and roll fosse (e foi) assimilado por uma indústria cultural que apenas pretendesse (e pretende) vender produtos, sempre vai haver um lado B da história... Músicos endiabrados e enlouquecidos como Gene Vincent, Duanne Eddy e grupos como The Troggs vão estar nas garagens da memória e se substancializarão nos moleques da atualidade que sentem vontade de fazer barulho... e na evolução da espécie musical, o mais inventivo vence... os outros, digamos rockstars, ganham dinheiro e fama... que se deixe pra lá...
Taí que o rock alternativo é praticado pelo lado B dessa estória, e nem sempre é bem compreendido, e talvez nem queira... penso que o marco zero disso tudo esta no movimento punk e na sua ânsia por destruir tudo e todos, e acabou por quase destruir à si mesmo, se não fosse o posteriormente o hardcore tomar as rédeas e surgir alternativas como o straight edge punk e a aglutinação da musica de três acordes aos esportes radicais, á política de esquerda radical, ao sentimento de pertencimento á algum lugar no mundo – e é maravilhoso você, aos quinze anos de idade, saber que não é o único á usar tênis velho, calça rasgada e camiseta dos Ramones perambulando pelas ruas da cidade procurando á si mesmo. De repente, surgem amigos na mesma condição, ou seja, aqueles caras que cresceram jogando atari com você estão prestes á montar uma banda. Moleques simples, sem nenhuma pretensão, que apenas querem tocar o bom e velho rock and roll investido de outras cores e outra temática... é necessária uma boa dose de utopia e de descenso comum para recriar isso tudo dentro da musica, e é claro, ouvir as mesmas patetices de quem não entende nada: “São um bando de vagabundos “ , “isso aí é só barulho” , “não vai dar em nada”. E na boa, que não dê em nada mesmo !!!! O sublime esta em gastar poucas horas por um divertimento que te dê algum sentido da púbere existência, e que você vai levar contigo pra vida toda. Eu passei dos trinta e escuto os mesmo discos com a mesma emoção e estes continuam á ser relevantes... É engraçado pensar que as fitas cassetes que eu gravava há uns dezessete anos atrás podem ser aposentadas com o bendito mp3, e por meio da internet, encontrar bandas do outro lado do planeta em poucos minutos de descarga de ficheiros!!! E além disso, poder conversar via net com os próprios autores das musicas!!
A tecnologia esta democratizando o mundo da música, encurtando a distancia do palco e da platéia, fazendo com que pessoas comuns produzam sua arte, seja musical ou poética, e eu me arrisco a dizer que não necessitamos mais de rockstars!!! Pra que toda esse cômoda alienação e tietagem se podemos nós mesmos fazer nossa produção alternativa ?? Tudo a ver com o que feito nos anos 70, naquela linha do tempo em que chamamos de movimento punk e de D.I.Y. ou faça-voce-mesmo... como se dizia por aí, “nada se cria, tudo se copia...” mas um passo para a evolução está na apropriação da cultura pelos próprios envolvidos.
Creio que é saudável, de tempos em tempos, a música se reestruturar de modo diferente e digno, longe dos refrigerantes, das calças justas e da mesmice que é imposta com a moda, seja lá como for que ela venha. Ainda devemos estar no controle daquilo que queremos para nossas vidas. Pode ser um sonho, apenas palavras, dirão alguns. Outros mais radicais ficarão revoltados com este texto, talvez ate me censurem por magoar as prima-donas do rock clássico, mas estes mesmos sabem que é necessário um tumulto para que as coisas fiquem em seus devidos lugares. Se não, gostaria de encontrar a máquina do tempo de Sir H.G. Wells e voltar no espaço tempo para os idos de 1992, precisamente quando escutei Ramones pela primeira vez... hey Ho! Let´s Go!! Naquele dia, descobri que nunca mais iria acreditar em rockstars... Aliás, pra que é que lês servem mesmo ???

P.S. A foto que ilustra o texto é dos Dead Kennedys, em sua formação clássica e em foto hilária. Sempre irreverente, caústica e crítica, tanto com a música comercial quanto ao próprio underground!!!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

SHELTER – O Hardcore Em Nome De Krishna




Formada no inicio dos anos 90 na cidade de Nova York por Ray Cappo e John Porcell, a banda SHELTER foi responsável pelo surgimento do Krishna-Core, o hardcore com influências orientais relacionadas ao hinduísmo, principalmente no que se refere às letras das músicas. Ray e Porcell eram oriundos da seminal YOUTH OF TODAY, banda que se tornou um dos ícones do movimento straight edge e do hardcore nova-iorquino, escrevendo uma história à parte dentro do punk norte-americano: a busca por uma vida saudável e positiva, longe das drogas e da postura “procure e destrua” que nutria as gangues da época.
O SHELTER surgiu um tempo após o fim da YOUTH OF TODAY, e ao que parece, foi uma resposta ás perguntas existenciais que nortearam Ray Cappo neste momento. Ele fez uma viajem á Índia, e ao se deparar com a cultura hindu e todo seu misticismo, encontrou certo conforto espiritual nesta religião, ao qual se converteu e desde 1988 faz parte do movimento Consciência de Krishna. Paralelamente, Porcell sentia-se como um peixe fora d água, e em inúmeras entrevistas o guitarrista menciona este sentimento como um propulsor para sua conversão ao hinduísmo. Mesmo Porcell participando ativamente do Shelter como guitarrista, a banda sempre foi um projeto pessoal de Ray Cappo, que conseguiu traduzir de modo mais abrangente todo seu sentimento em relação ao mundo em que vive através das letras espiritualizadas e críticas.
Lançando seu primeiro álbum em 1990, denominado “Perfection Of Desire, ou em tradução livre, “Perfeição do Desejo”, o SHELTER iniciava seu percurso musical baseado na filosofia hindu dentro do hardcore. Algo realmente surpreendente, ao passo que as bandas não se preocupavam em analisar filosoficamente as questões existenciais humanas nesta época, e onde o grupo de Ray Cappo foi precursor. Musicas como “Society Based On bodies”(“Sociedade baseada em Corpos”), que questionam o sexismo exarcebado da sociedade machista e patriarcal e o arrefecimento do corpo perante á alma, bem como a canção homônima “Shelter”, quase uma oração dentro de uma batida fortemente marcada pela bateria, já demarcavam qual era o lugar á ser ocupado por esta banda dentro do heterogêneo mundo do hardcore. Vale a pena registrar que Cappo (Vocal),Todd Knapp (guitarra), Tom Capone (guitarra) , Dave Ware (Contrabaixo) e Bill Knapp(bateria) eram todos monges nesta época, e viviam em Nova Yorque. Os discos seguintes, “Quest For Certanity”(“Busca Por Segurança”) e “Attaing The Supreme”(“Atingindo O Supremo”), ainda é bem calcado na busca espiritual dos integrantes. È em “quest For Certanity” que John Porcell entra como membro efetivo da banda, sendo que também vivia como monge.
Era o inicio dos anos 90 e o SHELTER já consolidava seu nome dentro do movimento alternativo, fazendo turnês nos estados unidos dentro de um furgão velho. Realmente, quem já fez parte da cena hardcore sabe o que é viajar em condições não muito confortáveis, junto com um bando de garotos ávidos por tocar sua musica rápida e pesada pra um publico... hardcore! Com a gravação do quarto disco em 1995, denominado simplesmente de “Mantra”, o SHELTER torna-se mundialmente conhecido pela superexposição que o álbum obteve na mídia musical. Pessoalmente, considero “Mantra” um dos discos mais fabulosos gravados por uma banda de hardcore, pois uniu o som pesado com as questões individuais, existenciais e humanitárias que a banda já tratava em seus álbuns anteriores, mas conseguiu transcender em musicas como “Message of Bhagavat (“Mensagem do Bhagavat”) inspirado no milenar livro Bhagavat Gita , Here We Go” (“Aqui vamos Nós”) uma canção que tenta retratar o amor conjugal,“Empathy”(Empatia) que explana o conceito de empatia pelo outro e o confronto com o egoísmo humano; e a canção tema “Mantra”, esta mais melódica do álbum e evocando o mantra Hare Krishna. Essa “superexposição” ou “sucesso comercial” trouxe o SHELTER para tocar no Brasil em 1996 em São Paulo, Santos Recife, Curitiba entre outras; e em 1998 retorna em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Não é de se espantar que a banda, super-natureba, se esbaldou com as frutas e se declararam fãs de açaí!!!
A formação à partir de “Mantra” se estabiliza em Ray (vocal), Porcell (guitarra) , Adam Blake (Contrabaixo) e Dave DiCenso(bateria). Com esta formação será gravado no ano de 1998 o álbum “Beyond Planet Earth”(“Além do Planeta Terra”... eles estão cada vez mais introspectivos, não concorda ?!?) um disco que causou certo desconforto em fãs mais radicais pelos experimentalismos da banda. As influências musicais começam á aflorar neste trabalho, onde o surpreendente ska “Alone on my Birthday”(“Sozinho No Meu Aniversário”) pontua novos elementos musicais na banda. “Revealed in Refletion” (“Revelado em Reflexão”) é uma canção temática da banda em suas aspirações hindus. Mas o que irritou os fãs mais radicais foi a mixagem de “Man or Beast?”(Homem ou animal ?), que contou com uma versão mais techno
O século XXI traz o trabalho “When 20 Summers Past”, ou “Quando Vinte Verões Se Passarem”, trazendo o SHELTER mais conciso em suas músicas, realmente mais introspectivos que o disco anterior. “In the van Again” (Na van novamente) é uma música que relembra os tempos de furgão velho da banda que mencionei acima e o videoclipe ficou interessante. Na verdade, lembra mesmo os velhos tempos de se organizar shows(e que continuam hoje do mesmo jeito...). Destaco a música “Song Of Brahma” (Filho de Brahma”), onde Ray Cappo relata um incidente acontecido em um show na cidade de Bufallo nos E.U.A. em que ocorreu atos violência por parte de integrantes de uma gangue local.
Após a saída amigável de Porcell, a banda foi reformulada. A esposa de Cappo, Sri Kesava, assumiu a guitarra ritmica, e a guitarra solo ficou á cargo de Supregrass, um jovem de apenas vinte anos de idade. Sean Sellers foi escalado para a bateria e Dave Dicenso permaneceu no contrabaixo. Assim, a banda ressurge mais melódica e com uma sonoridade mais suave que nos discos anteriores. O disco “The Purpose, The Passion”(O propósito e a paixão”) traz á tona composições como “The Greater Plan”(“O grande Plano”) calcada no desejo que cada ser humano tem em si. Destaco também “Working Miracles”(“Realizando Milagres”), sobre a esperança de se encontrar algo sagrado na vida. Pessoalmente me identifico com ‘The Anatomy Of Us”(“A Nossa Anatomia”) e seu último verso...“Quando você construir uma casa com fundação de pedra , Ela será forte para a vida toda...”
“The eternal” (“A Eternidade”) é até agora, o ultimo álbum da banda. Ken Olsen é convidado para entrar como guitarrista, sendo que participa também de outro projeto musical de Cappo, BETTER THAN A THOUSAND. Lançado em 2006, é um paralelo entre todos os álbuns do SHELTER, com sua sonoridade hora melódica hora agressiva.
A música alternativa sempre teve a característica de aglutinar elementos que fossem um tanto quanto estranhos e ao mesmo tempo singulares, como no caso do SHELTER. Unir elementos da cultura hindu com o a musica ocidental demonstra que vários caminhos podem ser abertos e seguidos dentro do rock alternativo, quando se propõe á fazer musica honesta, pesada e diferente.
Hare Krisna!