domingo, 22 de maio de 2011

FLEA FALA SOBRE O PUNK ROCK NOS ANOS 80




Michael Balzary, ou Flea, como é mais conhecido, é o mítico baixista do RED HOT CHILLI PEPPERS. Pra quem não sabe, o Flea iniciou sua carreira musical tocando trompete na escola e mais tarde tocando contrabaixo com a lendária banda punk FEAR. Segue abaixo relato do músico sobre o punk rock nos anos 80...


“Todas as bandas eram completamente diferentes – o Butthole Surfers, o Meat Puppets, Hüsker Dü – Um mar infinito de bandas, que estavam brincando que eram bandas de rock underground, que eram todos artistas, originais, excitantes, diferentes e todas estas diferentes criatividades foram expressos em surpreendentes formas coloridas. Foi uma dinâmica interessante e original. Você nunca sabia o que ia ouvir a seguir.
O que eu acho de ‘punk rock’ agora, muitas vezes, apenas tipo de sons derivados e os mesmos. Há um monte de bandas que eu realmente gosto. Mas isso só parece que ele se tornou uma coisa menor, com mais regras. Tudo é dividido agora.
Como antes, você teria bandas que eram assim… eles podem ser eletrônico, country, psicodélico baseado nos dos anos 60 e baseados em clássicos do rock, ou baseado no krautrock alemão. Eles podem trazer experimental moderno, baseado na vanguarda da música clássica, música africana, baseados no funk. Mas a coisa que trouxe juntos foi um senso de comunidade e um sentimento de vontade de fazer o que quisesse.
Tenho a sensação de que agora sei mais sobre a cena punk rock, o tipo de tocar com todos esses acordes com refrões melódicos e outras coisas que você já ouviu falar muito. E há, provavelmente, uma grande parcela que eu não sei sobre isso, mas isso parece que foi mais do que dinâmico e cobriu uma base muito mais ampla de pessoas fazendo isso para si mesmos.”

domingo, 8 de maio de 2011

CAMPANHA : EU NÃO VENDO INGRESSO !!!




Texto extraído do blog

http://xcontrapondox.blogspot.com/

Esta semana criei uma campanha sobre a não venda de ingressos obrigatória aos membros de bandas por organizadores de alguns eventos, a campanha não esta limitada todos podem participar, todos que não concordam com essa idéia.
Com a venda de ingressos o organizador tem o seu faturamento e nenhum gasto com o evento, ao contrário das bandas que ao vender ingressos, estão na verdade pagando para tocar.
Se você também não concorda com essa idéia, vamos divulgar e aderir a campanha!
Iremos estar divulgando a imagem para que todos divulguem, ponha no seu Orkut, Facebook, Blog, Fotolog, Twitter e outras redes, se você tem banda, divulgue a idéia também em shows, se você é apenas um frequentador desses eventos, BOICOTE, e induza outros a fazerem o mesmo!

Comunidade no falido orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=114196571

Encontre a campanha também no facebook: http://www.facebook.com/gilsonfox


No Twitter use a tag: #naovendoingresso

sábado, 23 de abril de 2011

EM CARTAZ: VERDURADA 2011 !!!!




Um dos mais emblemáticos festivais da cena straight edge acontecerá no dia 5 de junho de 2011na cidade de São Paulo. Para quem não sabe, o verdurada é um evento que discute vegetarianismo, politica, arte alternativa, além de apresentar bandas do meio hardcore/punk, sejam elas straight edges ou não. O Verdurada é realizado de modo auto-gestionário, ou seja, quem trabalha na sua divulgação e no próprio evento faz pela causa vegan, sem apoio de gravadoras ou empresas. A renda do festival é usada no proprio coletivo.No final do show ainda é servido um jantar vegano aos participantes.

VERDURADA - Domingo dia 05/06 as 16h
R$ 10

Bandas:

"Relançando o LP split RDP/Cólera Ao Vivo 1985":
CÓLERA e PERIFERIA S/A
www.myspace.com/coleraoficialwww.myspace.com/periferiasapunkrock

POSITIVE YOUTH
www.myspace.com/positivexyouth

RALPH MACCHIO
http://www.myspace.com/ralphmacchiohc

PUSHMONGOS
http://www.myspace.com/thepushmongos

Debate sobre o movimento Passe Livre.

Jantar VEGetAriaNo após o show e sorteio de Shapes!!!!

Os ingressos ainda não estão à venda. Aguardem mais informações.

XXX POR FAVOR SEM CIGARROS E SEM ALCOOL XXX

domingo, 17 de abril de 2011

ELDORADO DOS CARAJÁS - 15 ANOS DE IMPUNIDADE!!





Carajás 15 anos, o massacre presente

Aniversário da chacina lembra a necessidade de punição aos assassinos e de tratamento e indenização às vítimas
15/04/2011

Márcio Zonta
de Eldorado dos Carajás (PA)

Reportagem publicada no jornal Brasil de Fato - Abril de 2011


Ao andar pelas ruas da vila do assentamento 17 de abril em Eldorado dos Carajás, ainda escuta-se muitas histórias sobre a marcha que culminou no massacre da curva do S, na rodovia PA 150, em Eldorado do Carajás, há 15 anos. Os sobreviventes ainda têm dúvidas quanto ao número oficial de mortos divulgados pelo Estado, pois há crianças, homens e mulheres desaparecidos que não estavam na lista dos mortos e, tampouco, foram encontrados depois. As marcas do massacre persistem tanto na simbologia da conquista das cinco fazendas, parte das 15 existentes no complexo Macaxeira, quanto no corpo dos mutilados ou na cabeça de muitos que viveram aquele 17 de abril de 1996.
“Foi a tarde mais sangrenta da minha vida”, recorda Haroldo Jesus de Oliveira, o primeiro sobrevivente a conversar com a reportagem. Quem o vê trabalhando atencioso e calmo na Casa Digital 17 de abril, monitorando jovens e crianças no manuseio da internet, não imagina as recordações que ele guarda. “Acordamos felizes naquela manhã do dia 17, pois o Coronel Pantoja, junto a uma comissão, do então governador Almir Gabriel (PSDB), disse que daria os ônibus para que fossemos até Belém, onde pressionaríamos o governo para desapropriação dessas terras. Inclusive, já tínhamos desobstruído a rodovia na noite anterior, já que esse era nosso acordo, e preparado a alimentação para as famílias que participavam da marcha”, diz Oliveira.
Onze horas da manhã venceu o prazo do acordo, e em vez de chegar os ônibus, que levariam cerca das 1,8 mil famílias da marcha, chegou o batalhão da Polícia Militar, o que fez com que as famílias retomassem a estrada. “Eu me lembro como se fosse hoje. Estávamos de prato na mão, almoçando, sob uma chuvinha leve, um sereninho bom. Muitos homens começaram a descer dos ônibus da polícia e montar o acampamento, por volta de três da tarde, e ficaram cerca de 90 minutos preparando-se, como se fossem para uma guerra”, relata Oliveira.
Depois de estabelecidos os policiais no local, a mesma comissão disse que não providenciaria os ônibus e que tinha ordens do governador para retirar as famílias da via. “Nós nunca pensamos que poderia acontecer aquilo. Perto das 17 horas, começaram a jogar bombas de efeito moral contra as pessoas e a atirar no chão. Pessoas tomavam tiros nas pernas e caiam. Mas aqueles que iam para cima, eles atiravam no peito mesmo”. A carnificina começou naquele momento e pelas contas de Oliveira durou cerca de cinquenta minutos.
“Tive que sair pelo chão me arrastando para o miolo de gente junto à água da chuva, que se misturava com sangue, tinha muita gente no asfalto ferida, gritando, chorando...”, lembra emocionado Oliveira.

Amanhece no assentamento 17 de abril e, enquanto, muitos agricultores já estão na roça, as 7h, começa a entrada das crianças na escola que leva o nome de Oziel Alves Pereira, sem-terra de 17 anos espancado até a morte no hospital pelos policiais, por gritar palavras de ordem do MST, na noite do dia 17 de abril, em Curianópolis (PA), para onde foram levados os feridos.
Zé Carlos, companheiro de linha de frente junto a Oziel no dia do massacre, confere a mochila do filho na frente da escola, passa algumas recomendações e o beija ao se despedir. Sobre o dia da chacina, que lhe custou uma bala alojada na cabeça e a perda de um olho, Zé Carlos é enfático: “utilizaram-se de táticas de guerra”. Zé lembra que um caminhão que estava parado na estrada, por causa do bloqueio, foi oferecido às famílias como proteção. “O motorista chegou e disse: ‘vou atravessar esse caminhão na pista para ajudar vocês’. Mas estranhamente toda a ação policial iniciou-se atrás desse veículo, sendo o escudo principal deles, tapando nossa visão. Foram os policiais que pediram”, garante.
Zé conta que os policiais vinham do sentido de Parauapebas e Marabá, ambas cidades paraenses interligadas pela rodovia, além dos que saíam do meio da mata dos dois lados da pista. “Nos cercaram para matar mesmo, pois vinham de todas as direções atirando”. Segundo Zé, é difícil para quem esteve no dia aceitar o número de apenas 21 mortos ditos pelo Estado.“Isso é brincadeira. Morreu muita gente, entre homens, mulheres e crianças. Vi muita gente morta, não pode ser, Tenho até medo de falar, deixa isso para lá. Mas garanto que foi muito mais”.

Ao apagar das luzes

Como se um espetáculo tivesse acabado, ao anoitecer no dia 17 de abril, as luzes do município de Eldorado do Carajás foram apagadas e seu cenário de morte, desmontado. Essa é a sensação que teve a jovem Ozenira Paula da Silva, com 18 anos na época do acontecido. “Apagaram as luzes para desmontar o que tinham feito, para limparem a via. Jogavam corpos e mais corpos em caçambas de caminhão, que tomavam rumos diferentes”.
Após os primeiros disparos, Ozenira só teve tempo de pegar os seus três filhos, todos com menos de cinco anos, e correr para a mata ao lado, percebendo momentos depois que tinha sido baleada na perna esquerda, na altura da coxa. “Tinha muita gente escondida na mata, próximo às margens da rodovia e foi justamente essas pessoas que viram muitos corpos sendo desviados para fora do caminho do Instituto Médico Legal (IML), de Marabá, para onde eram levados os mortos”.
Ozenira diz que algo lhe intriga até hoje. “Depois que terminou a matança, uma criança branquinha de uns dois anos foi achada na escuridão do mato, aos prantos, por uma mulher que procurava seus familiares. Essa mulher a recolheu. Sei que essa criança viveu com ela bastante tempo em Curianópolis, mas depois perdi o contato”.
Onde estariam os pais da criança naquela noite? Ozenira responde: “Não tenho como provar, mas tenho quase certeza que estavam em algum caminhão de remoção de cadáveres”, finaliza.

O massacre continua

Poucos mutilados receberam seus direitos de indenização e até hoje, quinze anos depois, muitos nem recebem a pensão mensal de R$346. Ozenira é uma delas. “Fui atendida no hospital apenas no dia do acontecido, depois nunca mais tive atendimento médico, tenho dias de dores horríveis e outros de dormência na perna”, conta.
Já Zé, hoje aos 32 anos, foi um dos únicos a receber, em 2008, uma indenização de R$ 85 mil reais, mais a pensão mensal no valor citado acima. Hoje vive do que seus irmãos plantam em seu lote, já que tem dificuldades para trabalhar em função das sequelas do tiro na cabeça.
Mas, um caso em especial entre os mutilados chama a atenção. Mirson Pereira, um dos únicos que conseguiu uma cirurgia, no Hospital Regional de Marabá, para retirar uma bala alojada na perna esquerda. “Pensei que seria o fim das dores, mas quando voltei da sala de cirurgia o médico disse que havia errado e feito o corte na perna errada, disse que no outro dia realizaria o procedimento na perna certa, mas desisti, fiquei com medo e saí do hospital”. Pereira continua com a bala na perna e ainda aguarda sua indenização.
O descaso do Estado brasileiro em relação ao massacre de Eldorado dos Carajás já gerou contra o governo um processo, em 1998, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos, feita pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL). “O governo brasileiro agiu de duas formas quando foi notificado pela entidade internacional. Primeiramente, culpou os próprios marchantes pelo ocorrido e, num segundo momento, por força da opinião pública, disse que já fazia coisas no assentamento, o que compensava o ocorrido”, explica Viviam Holzhacker, advogada assistente da CEJIL, que acompanha o caso.
No entanto, por pressão internacional, a advogada diz que o governo brasileiro aderiu a um processo, recentemente, de buscar acordo com os mutilados. “São feitas propostas de ambos os lados até chegar a um acordo. Deve levar mais uns cinco anos para ser resolvido o caso de todos”, explica.
Diante deste imbróglio, na ausência de um tratamento médico adequado que cuide do corpo e da mente dos participantes da marcha, Índio, um dos mutilados, com duas balas alojadas na perna esquerda desabafa: “Aconteceu o massacre em 1996. Mas ele terminou? Não! Pois esse grupo [do assentamento] ficou apenas porque o Estado não deu conta de matar no dia. Ficamos para contar a história, sofrer e ir morrendo aos poucos num massacre diário, que só terminará por completo com nossa morte”.

LINK do Jornal Brasil de fato: http://www.brasildefato.com.br/

quarta-feira, 9 de março de 2011

MORRE PHIL VANE - VOCALISTA DA BANDA EXTREME NOISE TERROR




Phil Vane, vocalista da banda inglesa EXTREME NOISE TERROR, faleceu no dia 21 de fevereiro, vitima de A.V.C.Um dos mais emblemáticos vocalistas da cena Punk Hardcore, Phil foi o precursor do que hoje chamamos de Crust-Core, ou seja, uma versão ainda mais rápida, pesada e barulhenta do Hardcore “convencional”, onde a sonoridade pode mesmo se comparar ao que seria o apocalipse, já que a massa sonora é quase ensurdecedora. Phil montou o EXTREME NOISE TERROR em 1985 junto á Dean Jones (vocal), Pete Hurley (guitarra), Jerry Clay (contrabaixo) e Pig Killer (bateria). A banda causou boa impressão no meio alternativo da época, devido ao fato de tocarem um som mais agressivo do que o “normal” além possuírem dois vocalistas, algo raro na época e que influenciou várias bandas desde então. Phil ainda fez parte da banda DISCHARGE, outro ícone do Hardcore Punk mundial, na fase em que foi gravado o LP Victmis Of War.
Phil Vane era co-autor das letras juntamente à Dean Jones, sendo que várias de suas musicas já se tornaram clássicos dentro da cena Punk como “Work For Never” (trabalhar por nada), “We The Helpless” (nós, os indefesos), Third World Genocide”(genocídio no terceiro mundo,entre outras. As musicas de Vane demonstram certa preocupação política quanto á exploração do homem pelo homem. Argutos críticos do capitalismo, o EXTREME NOISE TERROR fez escola ao influenciar varias bandas brasileiras como é o caso dos RATOS DE PORÃO, que inclusive gravaram uma versão de”Work For Never” em seu disco RDP VIVO.
Phil Vane será velado no dia 15 de março, no Colney Woodland Burial Park, em Norwich, Inglaterra. O blog DECIBÉIS ALTERNATIVOS solidariza-se com a família e os integrantes da banda neste momento. Que Phil Vane descanse em paz.

P.S. Fiquei estarrecido ao saber da morte de Phil. Sou fã do Extreme Noise Terror e a banda foi uma de minhas influências musicais. Em 1995, quando fiz parte da banda VIDAS SECAS, tocávamos o cover de “Work For Never”. Também não esqueço minha felicidade ao comprar o cd ‘The Peel Sessions” da banda na galeria do rock na cidade de São Paulo, em 1996.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PÃO COM DUREX - PUNK ROCK





“A banda toca um Punk rock simples, direto, com letras retratando o cotidiano brasileiro”... Quantas vezes não lemos em resenhas de cd´s este tipo de comentário ?? inúmeras vezes. Mas no caso do PÃO COM DUREX, a máxima pode ser levada à sério!!!! Punk rock é um som simples, direto, rápido e certeiro!!!! E estes rapazes de boa esperança sabem dar conta do recado!!!
Mas antes de dissertar sobre o cd demo dos punk rockers de boa esperança, vamos à uma pequena estória... Estava eu terminando minha aula de cidadania e ética no Propac I quando um aluno, de camiseta do Ramones(e era do filme “Rock and Roll High School, portanto não é qualquer camiseta do Ramones!!), me perguntou se eu não falaria sobre a ética dos movimentos urbanos juvenis... achei interessante a proposta. Começamos a falar sobre punk rock, hardcore, e ele me disse que tinha uma banda, de nome curioso: PÃO COM DUREX ! Qual não foi minha surpresa ao baixar na net o som dos malucos de boa esperança e me deparar com um deja vu(aquela sensação de já ter visto algo antes, que a gente tem de vez em quando) e me senti transportado para as garagens minúsculas onde meus amigos tocavam nos anos 90(e eu também!!!) além da lembrança do som da época... quase não acreditei!! Fiquei pensando como é que uns caras que nem tinham nascido naquela época podiam fazer um som tão semelhante ?? bom, aí esta o mistério da musica!!!
Os ecos musicais do PÃO COM DUREX estão atrelados ao hardcore dos anos 80, aquele praticado por bandas como RATOS DE PORÃO, CÓLERA, LOBOTOMIA, GRINDERS, e por muitos outros mais!!! A devoção da banda pelos brasilienses do D.F.C. pode ser notada no modo rasgado e “cortado” de Adrian dar seus berros no microfone, já na abertura da demo com a música “Depois do fim”. já a guitarra de Alexandro, que é a cara do D.H. Peligro dos Dead kennedys, tem um timbre bem parecido com a de Johhny Ramone... e não podia ser diferente, veja o sabor ramônico de “falsos revolucionários”, estilo punk 77, música bem cadenciada e que lembra também os GAROTOS PODRES da época do LP “Pior Que Antes”. Mas ao se focar no hardcore mais “americanizado” (tipo Minor Threat), como nas musicas “Sua Hora”, “Merda de Vida” e “Desigualdade”, Alexandro se torna um torturador de professores de música ao depredar as notas musicais em velocidade máxima. O contrabaixo que esta á cargo de meu ex-aluno Rafael Ramone, ou como o chamavam na sala, Pão, martela ouvidos mais desavisados... Isso não quer dizer que Rafael não domine o instrumento, muito pelo contrário!!! Pela velocidade absurda de “desigualdade”, em seus mínimos 25 segundos, da pra notar o contrabaixo “sangrando” seus graves. E como o coração de uma banda é a bateria, não poderia deixar de falar de Josias que sacrifica sua bateria como se fosse um homem de cro-magnon (e isso não é insulto!!!), como pode-se notar em “sou eleito”, uma singela homenagem á um tipo de profissonal brasileiro, e na já comentada “desigualdade”.
As letras do P.C.D. são um caso á parte... misturando uma boa parte de protesto social, certa ironia e até sarcasmo(no bom sentido, é claro), os garotos de boa esperança mandam seu recado sem meias-verdades. È o que se faz de mais tradicional, e por que não, revolucionário, dentro do punk rock. Musica de três acordes que serve para acordar um povo e uma nação, com a sonoridade bravia e poesia primal. E, sinceramente, o Pão Com Durex esta fazendo bem o seu trabalho de “acordar” esta nação... duvida? Termino esta resenha com uma letra da banda:

Será que vai ser sempre assim?

Não acredito no que estou vendo
Tanta violencia acabando com o mundo
Vejo pessoas sem ter o que fazer
Vejo pessoas querendo morrer

Cada vez mais a ignorancia aumentando
Cada vez mais a miséria crescendo
Pessoas não tem onde morar
Pessoas não tem o que comer

Será que vai ser sempre assim? x4

Revolta!

Arte Alternativa - NIRVANA



Desenho digital elaborado pelo meu grande amigo Rodrigo Ramos. Além de criar imagens desse tipo, Rodrigo é editor do blog PORTAL PINK FLOYD. Não deixe de visitar em http://portalpinkfloyd.blogspot.com/


P.S. Clique na imagem para amplia-la.